Das mãos de um gigante ela surge, tão linda, tão colorida e tão sorridente. E ela cresce ganha forma e postura, e ganha um delicado acompanhante tão forte como a própria. Em suas mãos, o gigante até se sente dono. Então ela, a pipa; e seu delicado acompanhante, a linha; sobem como se o céu fosse deles. E gira. E rodopeia. E cai. E sobe. E brinca com o vento. Flutua lépida em seu vôo sem destino. Indomável. Mas nos braços do dono se faz rendida. Segue seus comandos. De repente, uma forte corrente a leva para sempre, para longe daqui.
- E, veja! Lá vai ela.
(Livre! Livre?).
- Lá vai ela trocar de dono.
- E, veja! Lá vai ela.
(Livre! Livre?).
- Lá vai ela trocar de dono.








